5 de maio de 2017

Mulheres na Montanha


TRAVESSIA ARAÇATUBA X MONTE CRISTA
PROVAVELMENTE A PRIMEIRA REALIZADA SÓ POR MULHERES

Já havia algum tempo que cada uma de nós tinha vontade de realizar esta travessia, a mais longa aqui da região sudeste do Paraná - nordeste de Santa Catarina; havia também a vontade de realizar uma travessia na Serra do Quiriri só com mulheres. A partir daí surgiu à ideia de reunir um grupo de montanhistas, com experiência e preparadas para encarar o desafio!

DADOS GERAIS

Período de realização: 29 de abril a 01 de maio de 2017
Percurso total: 60,7 km
Participantes da Travessia:
Cecilia Suarez (Córdoba/AR)
Greissy Caminski (Curitiba/PR)
Idce Sejas (Curitiba/PR)
Juliana Hoy (Curitiba/PR)
Lucimara Bertioti (Curitiba/PR)
Marina Sutilli (Joinville/SC)
Priscila Guimarães (Paranaguá/PR)
Yara de Mello (Joinville/SC)

Travessia Araçatuba - Monte Crista



BREVE RELATO

1° Dia – Araçatuba X Camping Comfloresta (18,5 km)

A travessia de 60,7 km pela Serra do Mar do sudeste do Paraná e nordeste de Santa Catarina começou no dia 29 de abril às 9h e 15 min, quando demos início a subida ao cume do morro Araçatuba (1.673m), na serra da Papanduva. O tempo estava colaborando, frio e seco, graças à atuação de uma massa polar, o tempo perfeito para subir uma montanha!
As 11h e 15 min atingimos o cume do Araçatuba, em duas horas de caminhada com cargueiras razoavelmente pesadas. Sendo este o primeiro cume brasileiro conquistado pela companheira argentina Cecilia. Este é o trecho de maior desnível em ascensão da travessia, são mais de 600 metros. Almoçamos e demos seguida a nossa jornada, onde rapidamente iniciamos a travessia do “inferno verde”, entre a serra do Araçatuba e o morro Baleia (1.556m), onde fica o vale das nascentes do rio Pinhal.  Este trajeto tem a mata bastante fechada, porém é possível observar uma picada e algumas pegadas humanas, em questão de uma hora vencemos este desafio. A essa altura já havíamos percebido que mais um grupo estava fazendo a travessia. Depois acabamos por encontra-los em diferentes locais ao longo dos dias.
Em seguida passamos pela encosta norte do morro Moréia (1.526m), que devido à forte insolação têm o solo bem seco, tornando o lugar agradável para caminhar. Quando contornamos a encosta e começamos a andar no sentido sul já avistamos as dezenas de estradas nas áreas de reflorestamento de pinus da Comfloresta. A partir dali caminhamos em torno de 9 km pelas estradas até chegarmos a um local de camping, logo após o pôr do sol (700 metros antes têm um ponto de água). Pernoitamos ali mesmo, onde pudemos deslumbrar um lindo céu estrelado e identificar algumas constelações, como o Cruzeiro do Sul, Órion e Cão Maior. Destaca-se que ainda antes de chegar ao acampamento, têm uma subida bastante forte, com desnível aproximado de 300 metros, que ao chegar ao final da estrada, continua num trecho com pedregulhos e mata baixa um pouco fechada, no topo encontramos novamente uma estrada, a qual descemos até o camping.


Travessia Araçatuba - Monte Crista
Travessia Araçatuba - Monte Crista

 2° Dia – Camping Comfloresta X Pedra do Lagarto (27,4 km)

Na manhã do segundo dia da travessia “tomamos café”, levantamos acampamento, e iniciamos a caminhada depois das 8h, ainda pelas estradas da Comfloresta. Sabíamos que este seria o dia com a maior quilometragem a ser percorrida. 
Logo que começamos a andar já iniciamos uma subida íngreme, com desnível aproximado de uns 300 metros, como no dia anterior. Esta subida deixava para trás o vale do rio Piraí-guaçu, passando em seguida ao lado da serra da Imbira, até atravessar o rio Negro, e adentrar no território do Estado de Santa Catarina. Depois de um longo trecho com visual não muito bonito, em meio a estradas erodidas e pinus, começamos a caminhar nos lindos campos de altitude, onde andamos até o Marco da Divisa, e lá paramos para lanchar. Ficaram para trás cerca de 14 km de estradas. 
Continuamos a caminhada, adentrando nos campos da Serra do Quiriri. Este sem dúvidas seria um dia com visual deslumbrante, porém, o tempo estava um tanto nebuloso, impossibilitando um visual 360° e aquelas “fotos de capa e perfil”, ainda assim conseguimos uns belos cliques. Logo um som de motor interrompeu o silêncio da montanha, eram cerca de quatro pessoas em quadriciclos, andando nos campos próximo ao marco :/
Passamos a 1° cerca, onde dizia que é proibida a entrada de pessoas estranhas, e naquele momento quase demos meia volta, já que não somos muito normais (rsrsrsrrs). Caminhamos um tanto e passamos pela 2° cerca, a partir dali a trilha ficou um pouco complicada, e acabamos por nos distanciar alguns metros da track, mas seguimos no rumo certo. Na encosta do Morro Klein (1.500m) paramos para almoçar, já que avistamos o Bradador (1.527m), e precisaríamos de energia para encarar a subida. Demos a volta no morro, para não subir direto ao cume e pegar tanta inclinação, já do outro lado aguardamos enquanto as companheiras Greissy, Juliana e Priscila foram ao cume do Bradador. 
Descemos a estrada em seguida, e como estávamos sem água resolvemos ir até a fazenda Quiriri. Lá, por sorte, encontramos um grupo de amigos montanhistas chamado “Brasão”. Ofereceram-nos churrasco, pão, barras de cereais, chocolate, e assim nos reabastecemos para a descida até a Pedra do Lagarto (1.340m).  Os companheiros foram muito parceiros, e só temos a agradecer. 
Infelizmente, neste ponto perdemos a companhia de uma das integrantes da travessia, a Lucimara, que estava sentindo fortes dores no joelho. Foi uma perda não tê-la conosco até o final da empreitada, mas não vale a pena se lesionar, haverá outras possibilidades. Valew guerreira! A Lu retornou para cidade de carona a partir da fazenda.
Dali em diante seguimos caminhada, agora éramos sete. A trilha neste trecho entre a fazenda e o Lagarto estava bem batida, com pegadas de cavalo. Próximo ao Morro dos Alemães (1.363m), demos uma pequena desviada na trilha em sentido ao cume, e o track acabou por dar em lugar nenhum (descer o vale e subir a encosta cortando caminho), então retornamos para a trilha original, e logo chegamos na Pedra do Lagarto. Lá conseguimos tirar algumas fotos antes de o sol se pôr, tinha uma galera acampada ali próximo aos pontos de água, descemos mais um pouco e acampamos em um desses pontos, ao lado do rio Três Barras, bem próximo a uma de suas nascentes. 

Travessia Araçatuba - Monte Crista


3° Dia – Pedra do Lagarto X Monte Crista (14,8 km)

O terceiro dia amanheceu bem fechado, e a noite inclusive rolou um chuvisco. Mas ao longo das horas o tempo foi abrindo um pouco, o que permitiu algumas “janelas” para apreciação da paisagem. Próximo às 9h deixamos o camping e partimos sentido Monte Crista. Logo no início da caminhada, após o morro do Totem (1.260m) passamos reto na trilha original uns 200 metros, ao invés de virar à esquerda e começar a descer. O trecho ali está muito batido com pegadas de cavalo, o que causou a confusão. Encontramos a trilha correta e seguimos adiante, passamos o Morro do Jesuíta (1.125m), e a partir da cabeluda começamos a encontrar bastante gente na trilha, assim como papel higiênico jogado pelo chão, e fogueiras para todos os lados. Por outro lado, avistamos os primeiros degraus do caminho histórico de pedras Três Barras. 
La no platô 900, a companheira Marina aguardou enquanto nós fomos até o cume do Monte Crista, que apesar de fechado para o lado de Joinville, estava lindo! De lá iniciamos a descida e lembramos do valor que botas novas, meias boas e unhas cortadas fazem (rsrsrs). A Cecilia que o diga, pois passou alguns perrengues ao longo da travessia com suas boots. Mas as guerreiras mandaram bala, e desde o início da trip as solas ficaram no lugar graças as fitas hellermans. Olha, descobrimos que são muito úteis para carregar consigo na montanha. E na descida as meias hi tech também ajudaram as botas em seus últimos suspiros. 
Chegamos no estacionamento do seu Harry as 15h e 30 min, lá comemos alguns pastéis de palmito e tomamos algumas cervejas para comemorar a trip. 
A maioria de nós se conheceu nessa travessia, e foi realmente um prazer passar estes momentos juntas. Valew parceiras montanhistas do PR, SC e AR. Valeu o esforço, parceria e conquista!

Travessia Araçatuba - Monte Crista



14 de fevereiro de 2017

Campo Escola - Anhangava

Anhangava

O Anhangava é uma montanha de 1.430 metros de altitude localizada na Serra do Mar paranaense. Um dos grandes destinos para os praticantes da escalada em rocha, é considerada um excelente "Campo Escola", haja visto a grande quantidade de vias  de baixa e média graduação em diversas técnicas e estilos, inclusive foi nessas paredes onde o termo campo escola foi cunhado, nos idos da década de 40.

Via Quarto Mundo (4. Vsup) - Setor campo das panelas.
Quem escala nessas paredes pode literalmente sentir na pele a abrasividade do granito e sua excelente textura. As vias exigem do escalador uma técnica apurada, principalmente a partir do 6. grau, onde a inclinação aumenta e as agarras diminuem. Saber usar bem os pés e aproveitar ao máximo a aderência da rocha é fundamental. Sem dúvida essa montanha favorece o aperfeiçoamento da técnica a um alto nível, onde de nada adianta ser forte, se não souber se posicionar adequadamente, para então "levitar" no granito. 


Granito anhangava

Via Sai de Baixo (4. Vsup) - Setor campo das panelas
A montanha está inserida dentro do Parque Estadual da Serra da Baitaca e segue um processo de recuperação da biótica original. As trilhas de acesso e bases de vias seguem sendo monitorados e recuperados, principalmente pelos montanhistas frequentadores, que volta e meia fazem intervenções para conter a erosão, podas de espécies invasoras entre outras ações. Na parte de baixo, junto das estradas de acesso, fazendo divisa com o limite do parque, formou-se uma comunidade de moradores, em sua maioria montanhistas frequentadores desses espaços que alem de proteger e conservar a região, fomenta a cultura alternativa do montanhismo.


Via Solanjaca (Vsup ) - Setor RS

Via Peon (IIIsup)
A face rochosa onde encontram-se a maioria dos setores, está voltada no quadrante norte-oeste, no reverso da serra, esse fato faz com que as paredes sejam bem ensolaradas e protegidas da umidade que sobe a serra vinda do oceano. Esse fator, junto ao vento praticamente constante, faz com que as paredes sequem bem rápido e deem condições de escalar mesmo em dias um pouco chuvosos ou logo após uma trovoada de verão. Porém a melhor época é sem dúvida no inverno, onde a estiagem normal dessa temporada, deixa as condições perfeitas para escalada, vá preparado pra passar frio!!

Via Andorinhas (IIIsup)
Via Chaminé do Corvo (III grau)

Fissura de Mão da Caverna (V grau)

O grande diferencial desse belo setor é sem dúvida a grande disponibilidade de vias fáceis, como já citado, mas não se engane pensando que é só isso, o morro conta com muitas vias acima do 7. e 8. graus e inclusive alguns 9.que requerem uma técnica apurada, assim como saber levitar em agarras diminutas. Vias realmente difíceis de mandar, que exigem muita precisão nos movimentos, tensão corporal e uma dose de desenvoltura tipica da escalada em granito. E para completar, há no local uma infinidades de boulders, desde lances fáceis até muito difíceis, diversão garantida para que curte escalar apenas de sapatilha. 

Para reforçar o termo "campo escola", gerações de montanhistas usaram e ainda usam essas paredes para treinar a fim de escalar no Marumbi, outra grande montanha localizada na serra do mar paranaense, mas essa fica pra outra postagem.

Vejam mais fotos clicando aqui e aqui também =] 

Boas Escaladas!!!



Vida boa!!!

O granito e sua textura




7 de dezembro de 2016

Sobre os últimos tempos


Os últimos tempos foram incríveis, muita coisa rolou por aqui, vários projetos foram concluídos e não deu tempo/motivação de postar aqui no blog, sendo assim, pra não passar em branco segue um apanhado de alguns acontecimentos dos últimos meses que merecem serem destacados.



NOVO ESPAÇO DE ESCALADA

O projeto mais gratificante desse ano e que tomou muito do meu tempo e esforço, foi sem dúvida a construção de um novo espaço de escalada aqui na cidade de Joinville, o Centro de Escalada Jurapê.

Centro de Escalada Jurapê

O principal objetivo do espaço é proporcionar  um lugar de excelência para a prática e o aprendizado do esporte. O que trará uma forte evolução, formando e treinando novos adeptos, tanto para competições como para escalada e montanhismo. 
A parceria entre o Centro de Escalada e a Salamandra que atua a 15 anos fortalecerá o desenvolvimento do esporte. Localizado na área central da cidade, anexo a loja Jurapê Aventura, esse novo espaço sem dúvida vai revolucionar a escalada na região. 

Centro de Escalada Jurapê - Rua Fernando de Noronha, 204 Joinville/SC

O grande diferencial é a forma como será utilizado o espaço, com aulas ministradas por professores especializados utilizando um método exclusivo de treinamento desenvolvido pela Salamandra Escola de Montanha. Onde cada aluno desde o iniciante ao experiente terá a possibilidade fazer uma avaliação física profissional e montar um treino de acordo com seus objetivos, sejam eles: campeonatos, vias de escalada esportiva, grandes paredes ou montanhas. 

As aulas podem ser feitas em grupos ou individualmente, sempre acompanhada de um profissional. Para quem quer escalar sem o compromisso das aulas ou treinos o Centro oferece várias vias e boulders para quem deseja apenas se divertir escalando.

Outro diferencial do Centro de Escalada é a excelente equipe de trabalho, que conta com Educador Físico credenciado pelo CREF e Guia/Instrutor de Escalada credenciado pela AGUIPERJ, ambos com 20 anos de experiência em escalada, além de uma equipe de apoio com recepcionista, route setters e monitores.

Para conhecer melhor o espaço dê um play no vídeo abaixo produzido pela equipe da Zoé Fotografia.





Nova via no Canta Galo - São Chico/SC


Morro do Canta Galo (SFS), ao fundo baia Babitonga, Joinville e um pedacinho da Serra do Mar

Babitonga Dreaming (6. VIIa E2) é o nome da nossa mais recente ascensão na parede do Canto Galo em São Chico. Trata-se de uma variante com duas enfiadas que se une a via Primavera nos Dentes em sua segunda parada.

Pra quem curte via técnica em agarras pequenas e alguns passos em aderência é uma excelente opção. Essa parede possui um incrível visual da baia com Serra do Mar ao fundo, realmente imperdível.

Primeira enfiada Babitonga Dreaming

A via foi conquistada em duas investidas, vindo de baixo e na sua maioria em livre, parando em pequenos ressaltos para bater as proteções. Em uma das investidas não utilizamos furadeira e abrimos na base da marreta, pra mim não era novidade, haja visto que abri inúmeras vias nesse estilo, mas para meu parceiro nessa aventura Alecsandro Urbano foi uma nova experiencia. 

Em algumas passadas mais verticais utilizamos cliffs pra progredir e fixar as proteções e logo em seguida liberamos os lances. A via ficou muito estética e desfrutável. Em uma das investidas nos acompanhou o fotógrafo e escalador Orlei Jr. que registrou essas belas imagens.

Esperando a balsa pra atravessar a baia Babitonga

Tirando os pés do chão.





Guia de Escaladas em Rocha de São Francisco do Sul - Segunda Edição 2016.

Guia de Escaladas em Rocha de São Francisco do Sul - 2016

Depois de 9 anos da primeira edição, saiu essa nova atualizada e revisada, um projeto incrivelmente prazeroso de produzir, me sinto mais uma vez privilegiado em contribuir com a cena da escalada local, sabendo da importância que publicações desse gênero tem no desenvolvimento do esporte!!!! Gratidão a todos que apoiaram e de alguma maneira contribuíram em especial a Reginaldo Carvalho e Edu Pedro que dividem junto comigo a autoria do Guia. 

O município de São Francisco do Sul (SFS) é um dos principais centros de Escaladas em Rocha do estado de Santa Catarina, possui opções distribuídas por toda a ilha e porção continental, são aproximadamente 100 vias e incontáveis blocos, situados em 15 diferentes setores. O relevo de SFS favorece a pratica desde escaladas em boulders a beira mar, vias de parede nas faces rochosas, assim como, muita escalada esportiva. Tal diversidade agrada e atrai escaladores de modalidades e estilos variados. 

Via Penélope Charmosa 7c - Pão de Açúcar 

O presente Guia de Escaladas em Rocha, tem como contrapartida atualizar a edição anterior, organizar, registrar e disponibilizar informações referentes aos principais setores de escalada em SFS, a fim de facilitar a prática, assim como, resgatar e divulgar a história da atividade na ilha. As informações contidas descrevem os acessos, grau de dificuldade, equipamentos necessários, estilos, entre outras informações como: textos, fotos, croquis e mapas dos principais setores.

Croquis detalhados das vias de São Chico

Este trabalho mostra o potencial da região para a prática dessa maravilhosa atividade, um lugar privilegiado onde belezas indescritíveis se fundem com experiências gratificantes que só a escalada em rocha proporciona.
Espera-se também que o guia de escalada colabore com o desenvolvimento da atividade de forma ordenada e segura, chamando a atenção dos frequentadores para a conservação do meio natural e respeito às propriedades particulares onde os setores de escalada estão inseridos, contribuindo para o desenvolvimento turístico e integração com as comunidades locais.

MAIS
Registro de vias e boulders da região com informações detalhadas de acesso, croquis, graduação entre outras. 
Formato de bolso 17cmX10cm 136 páginas coloridas

ONDE COMPRAR - ONLINE
Colabore com o montanhismo nacional comprando um exemplar.

REALIZAÇÃO 
Salamandra Escola de Montanha, guiando desde 2001.





3. FESTIVAL DE ESCALADA DO PARQUE NATURAL BRAÇO ESQUERDO - CORUPÁ


Durante o feriado de 15 de novembro aconteceu no Parque Natural Braço Esquerdo a terceira edição do Festival de Escalada e foi mais uma vez um grande sucesso.
Escaladores de várias partes do Brasil vieram prestigiar o evento que marca o início da temporada de escalada. Sim, a melhor época pra esse setor é o verão, sombra e água fresca é sua principal característica. 


Daniel Casas na via Seixo no ia 9c

Foram mais de 80 inscritos e muitos visitantes que passaram durante os 4 dias do festival e puderam participar das inúmeras atividades oferecidas pela organização, tais como:
- Escalada para Iniciantes conduzida pela equipe da Salamandra Escola de Montanha.
- Palestras sobre Nutrição Esportiva feita por Marta Albuquerque Gabardo e Experiência em Competições por Camila Macedo, ambas muito interessantes.
- Praticas diárias de Yoga e Tenta da Cura com massagens relaxantes.
- Desafio de Escalada


Na noite de sábado rolou uma super festa com as bandas Clariô e Seu Celso que agitou a galera até altas horas acompanhado das cervejas artesanais Unika. 

Vejam um relato e mais fotos do Festival clicando aqui.

Saiba mais sobre o PNBE ---> www.parquebracoesquerdo.com.br


GUIA DE ESCALADAS - PARQUE NATURAL BRAÇO ESQUERDO

Logo após lançar o Guia de São Chico, recebi o convite da administração para editar o Guia do Parque, conhecido nacionalmente como CORUPÁ e mais uma vez me senti privilegiado por ter meu trabalho reconhecido e pela oportunidade de desenvolver a cena local.

Gratidão a todos que acreditaram nessa ideia. Em especial a Joana Z. Silva, pela confiança, Bruna de Moraes pela arte gráfica, Orlei Jr. pelas fotos dos setores e todos que contribuíram com dicas, críticas e informações!!!! Essa é a Vibe!!!!! 

Você pode adquirir um exemplar na recepção do Parque ou solicitar através do email ---> contato@asalamandra.com.br




Croquis Parque Natural Braço Esquerdo - Corupá



3 de julho de 2016

Catálogo de Vias - SERRA GERAL/SC



Texto por Fernando Urnau

O final do ano de 2014 terminava com um saldo positivo no número de vias abertas em um novo setor e também em setores consolidados da região. Quando retornei de meu período de férias do ano novo junto com o Zig iniciamos uma contagem para somar os resultados, do papel foi para o computador e a empolgação gerou um documento que em três semanas criou forma e características para a edição de um catálogo. 

Via Avalanche (7a)
Imaginávamos a distribuição digital mas aos poucos os retoques e ajustes foram encorajando uma publicação, e em meados de maio de 2015 fizemos alguns orçamentos imaginando poder publicar com recursos próprios, o que se mostrou impossível. A solução foi pedir patrocínio para as cidades que abrangem os principais setores da região central da Serra Geral Catarinense. O projeto era ousado, 52 páginas todas coloridas e divisão de custos entre as três prefeituras. 

Queríamos um layout simples que atendesse o publico em geral sem deixar faltar as informações necessárias ao montanhistas. Em novembro com o projeto montado e com um piloto pra cada cidade fizemos contato com as secretarias responsáveis e todas aprovaram a ideia que ia cada vez mais recebendo ajustes. 

Guardamos em segredo achando que antes do fim do ano teríamos o catálogo em mãos, mesmo com toda a receptividade dos funcionários envolvidos nos governos municipais tivemos muita demora no recebimento dos valores para executar o projeto. Chegou 2016, janeiro, fevereiro, março, abril… muita cobrança, ligações, e-mails, visitas, mais ligações até que em fim, conseguimos!


O Catálogo de vias da Serra Geral Catarinense é gratuito, nossa intenção é divulgar a escalada da região valorizando os trabalhos realizados por todos os montanhistas envolvidos com a Serra Geral, contemplando as cidades que possuem muitas opções para prática de esportes de aventura.

As cidades envolvidas no projeto possuem exemplares para distribuição que será da seguinte forma;

Siderópolis  - O material estará disponível no gabinete do Prefeito.

Treviso - Na casa da cultura e em breve nos pontos de atendimento ao turista instalados nos portais da cidade.

Lauro Muller - Na prefeitura e em breve em um centro de visitas com museu e atendimento ao turista.

Maiores Informações com os autores
Bode: bode_montanha@yahoo.com.br
Zig: scaladors@yahoo.com.br

Daniel Casas na via Limonada (7b) Serrinha



9 de maio de 2016

ABERTURA Mirante 360



Nesse final de semana foi reaberto um dos principais setores de escalada esportiva do estado, o Mirante Eco 360.
Esse setor representou no final dos anos 90 uma revolução para o esporte em Santa Catarina, foram nessas paredes que se consolidou vias difíceis e técnicas, que ajudaram na evolução de uma geração e seguem sendo ainda um excelente desafio.




A alguns anos atrás o setor havia passado por um revitalização, foi todo regrampeado, suas bases e acessos limpos, trilhas sinalizadas, árvores plantadas. O resultado ficou incrível (veja mais)
Porém nos últimos anos a antiga administração do espaço fechou o acesso a escaladores gerando muito prejuízo, inclusive depredação de muitas proteções fixas das vias.

Bom que com o passar do tempo tudo muda, com a realização de um trabalho de acesso feito pelos escaladores locais junto com a Associação Catarinense de Montanhismo e Escalada, By Wall e Garra Aventura conseguiu-se reabrir o setor. As vias que haviam sido depredadas foram arrumadas, as trilhas reabertas e o setor voltou a brilhar!!!

A Eco 360 cobra uma taxa de 10 reais para manutenção do local que conta com WC, estacionamento e vigia 24h. Esta taxa não é para escalar pois TODOS os visitantes do local pagam a mesma taxa. Para escalar todos devem preencher cadastro e termo de responsabilidade. Sejam todos bem vindos!















19 de abril de 2016

Canaleta Joinville

Parece que a cidade de Pancas/ES virou mesmo destino certo dos montanhistas de Joinville, são vários os escaladores que já se desafiaram naquelas montanhas de rocha nua.
A última investida resultou em uma nova via na da Pedra do Camelo, batizada de Canaleta Joinville.

Confiram o relato segundo João Luís Pinto um dos conquistadores:

Conquistando em Pancas (ES)

Pancas está situada no interior do Espírito Santo, a cento e oitenta e nove quilômetros da capital Vitória. Cidade pequena, mas com enorme potencial turístico, especialmente para a escalada.
Tive o prazer de retornar pela segunda vez a Pancas com um grupo de amigos de Joinville (SC). A intenção era de conquistar uma linha maior e mais desafiadora. Infelizmente tivemos que adiar este projeto porque nosso tempo estava acabando. Mas nem tudo estava perdido...
Para nossa surpresa, um dos nossos comentou que tinha visto uma linha no retorno da trilha da Pedra do Camelo. Ao ver as fotos, achamos que seria possível abrir uma linha em poucos dias.
Estávamos certos! Finalizamos a via em dois dias de trabalho e muito sol. Alguns nunca tinham conquistado antes. Foi uma experiência incrível.



Grupo de conquista (Da esquerda para direita): João Luís Pereira Pinto, Lucio Allendre Reffatti,
Piero Dallabona, Daniel Savi Melara.


Iniciando a conquista do trecho dos balcões.

Finalizando a via. Duplicação da quinta parada.

10/07/2015 - 16h00 do segundo dia: Cume! 


PARABÉNS A EQUIPE!!!!
QUANTO MAIS VIAS MELHOR!!!

Mais sobre escaladas em Pancas ---> Clique aqui

29 de março de 2016

Na ponta da corda


Urbano na segunda enfiada (7a)

Recentemente foi finalizada uma nova via no Morro da Cruz em São Chico, trata-se da via Pumbélha, que foi aberta por Alecsandro Urbano e Felippe Karvat.

Aproveitando os bons ventos que chegaram junto com a mudança da estação, aproveitei pra conhecer a nova via, pra mim sempre uma grande satisfação poder subir algo novo no morro, ainda mais aberta por amigos que tive o prazer de ensinar através dos meus cursos.

1. Vó Laudi  2. PUMBÉLHA  3. Penélope

São duas enfiadas bem divertidas, a primeira mais curta com uma passada de 7a e a segunda mais longa, com 35 metros, também 7a só que mais constante e vertical. A via ainda segue pra uma terceira enfiada, porém como é um trecho bem liso, optou-se por finalizar a via por ali mesmo, pelo menos temporariamente para melhor avaliação. Pra descer com uma corda de 60m melhor ir pela via Penélope, que localiza-se a direita. A graduação sugerida é: 6. VIIa E2 , assim que a via receber novas repetições poderá ser ajustado.



Como acompanhei todo o processo dessa conquista, além do prazer em fazer a primeira repetição, posso descrever e compartilhar alguns pontos que julgo importantes.
A equipe buscou informações, sugestões e capacitação, escolheram a linha e aplicaram o estilo de aventura predominante no morro. Vieram de baixo na ponta da corda descobrindo cada passada, algumas em livre, outras em artificial. Aproveitaram as fendas e buracos, característicos dessa parede, para proteger os lances com equipamentos móveis. Deixaram uma boa distância entre as outras vias existentes para não descaracteriza-las. 

Tiveram também momentos de dúvidas, pra decidir a direção a seguir, procurando a linha natural ou qual técnica usar, seguir em livre ou subir nos clifs, furar ou não, onde bater a proteção... Dúvidas tipicas de abertura de vias, que surgem somente no momento da ação, do fazer acontecer, que nos permite adquirir experiencia, para uma das mais interessantes facetas do esporte, subir por itinerários inéditos.

Como resultado, posso afirmar que foi uma ascensão muito bem feita, sem dúvida mais uma excelente via pra testar e aprimorar nossas qualidades como escaladores.


Finalzinho da primeira enfiada.

Mais sobre as vias do Morro da Cruz clique aqui.
Em breve mais informações na segunda edição do Guia de Escaladas em Rocha de São Francisco do Sul.